“O Caderno de Tiradentes” transforma personagem histórico em centro de thriller político sobre poder e vigilância
Obra parte de uma pergunta provocadora — e se Tiradentes tivesse previsto o futuro do Brasil antes de morrer? — para construir uma trama que combina ficção histórica, conspiração, ciberespionagem e disputas pelo controle da informação.
E se Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, tivesse deixado, pouco antes de morrer, um documento capaz de antecipar acontecimentos e estruturas de poder que marcariam o Brasil nos séculos seguintes? É a partir dessa premissa que se desenvolve “O Caderno de Tiradentes”, thriller político que aproxima dois períodos separados por séculos e transforma um misterioso manuscrito no centro de uma disputa envolvendo história, tecnologia e poder.
A narrativa começa em uma cela escura em Vila Rica. Às vésperas de seu enforcamento, Tiradentes entrega ao carcereiro um caderno secreto. No manuscrito estariam registradas doze teses sobre o futuro do país, abordando ciclos de corrupção, mecanismos de controle social e formas de manipulação que se repetiriam ao longo da história brasileira.
O documento desaparece e, com o passar dos séculos, transforma-se praticamente em uma lenda.
Até que uma descoberta inesperada muda o rumo da história.
Um segredo colonial ressurge no Brasil contemporâneo
Séculos depois da morte de Tiradentes, um jovem estudante de história realiza uma pesquisa relacionada ao sistema penitenciário de Minas Gerais quando encontra um mapa esquecido dentro de um livro antigo.
A descoberta aponta para algo que, até então, parecia pertencer apenas ao terreno dos mitos: o paradeiro do Caderno de Tiradentes.
A partir desse momento, a pesquisa histórica se transforma em uma corrida perigosa. O estudante percebe que não é o único interessado no manuscrito e que existem pessoas dispostas a impedir que seu conteúdo se torne público.
A trama então deixa os arquivos históricos e avança para os corredores do poder em Brasília.
Um senador influente e um juiz poderoso entram em cena na ficção e mobilizam recursos para impedir a divulgação das doze teses. O braço cibernético da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) também integra a narrativa, ampliando o conflito para o universo da vigilância digital e da ciberespionagem.
O manuscrito deixa, assim, de representar apenas uma descoberta histórica. Na lógica do romance, seu conteúdo passa a constituir uma ameaça para personagens interessados em preservar estruturas de poder e impedir que determinadas informações cheguem à população.
Uma corrida para colocar as doze teses na internet
Sem saber em quem confiar e perseguido dentro da trama, o jovem estudante encontra apoio em uma especialista em informática.
A aliança entre os dois estabelece um dos principais eixos do livro: o encontro entre passado e presente.
De um lado está um documento atribuído a uma das figuras mais conhecidas da história colonial brasileira. Do outro, ferramentas contemporâneas de rastreamento, inteligência, vigilância e circulação instantânea de informações.
O objetivo dos protagonistas é fazer com que as doze teses cheguem à rede mundial de computadores antes que o manuscrito seja recuperado e seu conteúdo, silenciado.
A partir daí, “O Caderno de Tiradentes” assume o ritmo de um thriller, utilizando perseguições e conflitos ligados à tecnologia para discutir quem controla a informação, como o poder reage quando se sente ameaçado e quais consequências podem surgir quando documentos mantidos em segredo chegam ao conhecimento público.
História brasileira encontra ciberespionagem
Ao utilizar Tiradentes como ponto de partida para uma narrativa contemporânea, o livro constrói sua ficção sobre uma pergunta contrafactual: o que aconteceria se um personagem do século XVIII tivesse conseguido enxergar padrões que continuariam presentes muito depois de sua morte?
A proposta permite que o romance transite entre diferentes gêneros. A ficção histórica estabelece o mistério inicial; o thriller político transporta a disputa para Brasília; e a ciberespionagem introduz os mecanismos tecnológicos utilizados pelos personagens na tentativa de controlar ou divulgar informações.
O resultado é uma narrativa que utiliza personagens e instituições ficcionalizados dentro de uma trama sobre poder, vigilância, corrupção, manipulação e liberdade de informação.
Mais do que encontrar o manuscrito, os protagonistas precisam decidir o que fazer com uma verdade que, dentro do universo ficcional da obra, permaneceu escondida durante séculos.
É justamente nesse conflito que está a provocação central de “O Caderno de Tiradentes”: se alguém tivesse identificado antecipadamente os mecanismos capazes de moldar o futuro de um país, quem teria interesse em revelar essas informações — e quem faria de tudo para mantê-las escondidas?
Onde conhecer o livro e acompanhar o autor
Mais informações sobre o trabalho do autor estão disponíveis em seu perfil no Instagram:
https://www.instagram.com/sacerborges/

“O Caderno de Tiradentes” também está disponível na loja da UICLAP:

